quarta-feira, 21 de março de 2012

Lisboa.

Fui um parvo em acreditar que tudo não passava de um sonho, mas afinal não, isto é a pura das realidades, eu bem quis não por macacos na minha cabeça, mas não consegui evitar de pensar que eras tu que me ias buscar ao aeroporto, porque sou estúpido. Só não percebo porque é que não me deixaste no meu canto, deste-me uma esperança e depois desapareceste. Se não me querias magoar, acho que não foste bem sucedido. Só me quero ir embora daqui, para um sitio onde eu saiba que não te posso ter, porque aqui tu és uma realidade presente e estás a uma milésima de distância! AHHH! Porque é que existes!

terça-feira, 20 de março de 2012

Medo.


É a minha última noite aqui, sinto-me cheio de receios e por mais que queira não posso falar disso contigo, sinto que errei, que errei em tudo contigo, mas já não sei o que fazer, vou voltar para Lisboa e estou cheio de medo, porque aqui pelo menos tenho alturas em que consigo não pensar em ti, consigo me abstrair de tudo aí, vou voltar e o receio vai voltar, porque já está a regressar aos poucos. Sinto tanto a tua falta e dói-me, dói tanto que nem sei, pelos vistos isto ficou apenas adormecido. Eu sei que tenho de te deixar ir, mas é me tão dificil e não consigo entender, porque é que eu deixei de brilhar para ti. Comprei-te recordações daqui, mas sinto-me triste, gostava que estivesses à minha espera aí, mas essa é uma realidade que não vai acontecer, e a realidade é tão dura. Sinto tanto a falta do Adam, ainda hoje ia no autocarro e uma senhora entrou com dois cães, só me apeteceu chorar, só me apetece chorar de cada vez que vejo uma foto dele. Que merda, porque é que temos de sofrer tanto?
Sinto tanto a tua falta e acho que dava um pedaço do mundo para voltar atrás, para sermos nós de novo, sinto saudades de fazer amor contigo, tantas, não consigo olhar para mais ninguém, porque é que não me sais da cabeça, se estivesse longe era tão mais fácil, era a concretização de um facto, que nunca mais serás meu. Não sei o que se passou, só me apetece dormir, ficar bebedo, esquecer tudo. Mas não dá. Queria-te mais do que tudo e és um facto consumado de que não te posso ter. Porque é que existes!? Amo-te e não sei o que fazer, que merda!
Amanhã ja estou em Portugal. Medo!

Gonçalo Quina
21/03/2012

p.s.
quando tirei a foto estava a pensar em ti.

terça-feira, 13 de março de 2012

Letting you go


Antes demais quero dizer-te que afinal em baixo não foi a última coisa que escrevi, mas pronto esta é mesmo LOL. Hoje percebi que a vida tem altos e baixos e que as coisas nem sempre correm como queremos.
Agora sei que errei muito contigo, connosco, comigo, mas afinal o que é se não isso o amor. Foram um ano e três quase quatro meses intensos e contigo aprendi muito, é verdade. Sei que fui feliz, que me fizeste feliz, que o que nós tivemos foi bonito. Estou ciente de que as coisas nem sempre são como espera-mos e às vezes vivemos numa ilusão bonita, as coisas não terminaram por causa do que se passou, isso foi só a explosão dos acontecimentos. Agora eu entendo isso e estou quase a partir, mas isso não e mau, não quer dizer que eu não te ama ou que tu não me ames. Apenas o colminar de certas situações nos levou a isto, eu nunca devia ter ido morar contigo, embora não me arrependa, sei que não foi correcto, de uma forma ou de outra eu pressionei-te e eu nunca devia ter abdicado de tanto por ti, por te amar, mas não me arrependo de nada, o que aconteceu foi o que tinha de acontecer. Eu cometi erros, tu cometeste erros, nós magoá-mo-nos e se calhar aprendemos com isso. Dói é claro que dói, mas há-de passar, e sobretudo fizeste-me entender que amar, é ser feliz, sofrer, ser feliz, sofrer, é um ciclo vicioso. Tenho noção de que nunca abdiquei de tanto por alguém, até porque eu sempre fui muito egoista, mas isso neste ponto foi o meu erro, no final de contas fiquei sem estrutura porque tanto dependia de ti, e sim deviamos ter feito as coisas correctas. Não vou esquecer de todo o que tivemos e é normal que agora como é recente eu não consiga lidar contigo, porque ainda te amo. Sei que não vou ser igual e agora entendo o porquê de quereres estar sozinho, de não quereres viver com a pessoa, vais ficar sempre comigo, mas para não me alongar mais, vou-te dar a maior prova de amor que te posso dar, deixar-te ir. Espero sinceramente que consigas todos os teus sonhos, todas as tuas aspirações na vida, eu sei que tu és capaz, e no dia em que isso acontecer vou ficar muito feliz e vou ter ainda mais orgulho de ti, porque tu mereces. Luta, luta muito que vais receber tudo o que mereces, porque tu és um vencedor. Quanto a mim eu vou fazer o mesmo, vou lutar pelos meus sonhos e se um dia o nosso futuro tiver de se cruzar há-de se cruzar e acredita que ai será diferente. Mais não posso dizer, só que te amo e que me fizeste feliz e aprendi muito contigo e tenho muito orgulho no que tivemos e no nosso pequeno Adam.
Amo-te e espero que sejas feliz! Luta muito sim e eu vou estar sempre aqui para ti seu tótó!
Vou para Londres realizar um sonho já viste! :) Agora tu realiza os teus!

Beijos do tamanho deste mundo!
Até um dia :)


segunda-feira, 12 de março de 2012

time to say goodbye.


É um facto, estou-me a ir embora, vou para Londres e esta é provavelmente a última carta que te escrevo, porque já não aguento, nem sei explicar como me sinto, só sei que estando aqui tu não me sais da cabeça e a ideia de ter perdido e as palavras que tu escreveste "amei-te de verdade". Não aguento, dói demais, dói demais saber que o que tinhamos morreu e que ficaram apenas memórias. Provavelmente nem tu saberás, mas não consigo entender o que é que eu tenho de errado, porque nem tu que dizias amar-me foste capaz de ficar comigo.
Lisboa está-me a sufocar, todos os sitios por onde passo, todos os momentos que tenho todos me remetem a ti, até um simples passar na praia, porque sim fui à praia. Eu entendo que precises do teu espaço, mas não sei viver assim, não consigo encarar-te, estou descontrolado, ora tenho acessos de raiva e só me apetece bater-te, ora só me apetece chorar e pensar o porquê de tudo isto, o porquê de tanta ilusão, de tanta quimera... se calhar tens razão eu forcei as coisas e agora estou a pagar por isso. Sentia saudades tuas, se as sentia agora nem sei o que sinto, mas sei que tenho de sair daqui, sei que tenho de abandonar tudo o que me prende aqui, porque tudo me liga a ti e isso simplesmente faz-me sentir como se tivesse uma ferida aberta constantemente a sangrar. Sabes o que me dói mais, quando voltamos pediste que lutasse por ti, disseste que se eu te queria que tu mostrasse, foi o que eu fiz e a conclusão final é que quando não me tinhas lutavas por mim, quando me tiveste por garantido perdi o brilho e o interesse. É isso que sinto e tenho pena, tenho pena que não tenha resultado, tenho pena de já não ter o Adam junto a mim, ele já fazia parte da minha vida, já fazia parte de nós.
Aprendi muito contigo e vou embora, porque assim pelo menos garanto que não tenho forma de te contactar, pelo menos impossibilito a nossa fala, pelo menos assim tu vais ter o teu espaço, eu vou ter o meu e não vou estar a pensar o porquê de nem me perguntares se estou bem, é uma ilusão, eu sei, mas pelo menos a mim não me magoa tanto.
Gostava de conseguir entender o porquê de um factor mudar tanta coisa, e por mais que tu não o queiras admitir, acredito que assim o seja, já não me amas ou não o suficiente, eu perdi o brilho, gostava só que tu me o tivesses logo dito, para mim era mais fácil encarar os factos. Não quero desistir de ti, mas acho que se não o fizer vou estar a forçar-te e nós acabamos é um facto. Vou ter saudades nossas e por esta hora já choro, sinto-me culpado por isto tudo, por chegar-mos a este fim.
Vou embora e volto... só tenho medo quando voltar, mais cedo ou mais tarde vou ir de encontro a ti. Espero que sejas feliz.
Amo-te.
Sempre teu...
Gonçalo Quina.

P.S.
A foto em cima foi um dos dias mais feliz que tive ate hoje.

estas musicas transmitem tudo o que sinto basicamente.
http://www.youtube.com/watch?v=75jifwu2A2E
http://www.youtube.com/watch?v=OCjOT0WzJH0
http://www.youtube.com/watch?v=mmxhyWwqWfo&feature=related

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

L.O.V.E.


Vaguei-o pelos caminhos d'outrora, serei eu mesmo... vejo-me a perder os sentidos, procuro por ti, mas cada vez te sinto mais distante.
Vinte Invernos são cada vez mais próximos, um natal é passado, e num ano tudo mudou, sabes amor? Sinto-nos a cair na rotina, sinto-te a desfalecer aos poucos de mim, como se o tempo nos tivesse atacado. Na realidade hoje estou triste e o que se torna ardúo é que não me posso dirigir a ti. Exitem alturas em que as palavras que temos para dizer uns aos outros se perdem ou são extremamente dificeis de exprimir. Acreditas?
Há um ano atrás eu era apenas um jovem, com uma indole perdida na imaturidade, agora vejo o mundo dos adultos a abraçar-me e que feio que ele é! Porque estás tão longe. É esta a monotonia que tanto proferem ou simplesmente esse olhar já não vê o mesmo em mim?
Sinto-me diferente, cheio de responsabilidades, cheios de questões a necessitar de ponderação, no entanto, não há dia em que não cogite em ti como uma prioridade, pequenas coisas, sair do trabalho, ir às compras ao supermercado, fazer o jantar, manter as coisas limpas e organizadas de modo a que possas descansar, mas parece que nada compensa, às vezes sinto-me só... olho para os outros, vejo a forma como te fazem sorrir, e eu nunca te arranco uma gargalhada, observo-te a evocares memórias e a partilhares com outros, ou simplesmente a forma com que tu falas facilmente com eles e fico no meu canto à espera que te dirijas a mim, mas não entendo porquê raramento acontece. Esta semana foi horrivelmente complicada, senti que embora estando tu em casa, nunca estavas presente, e eu sempre a tentar agradar-te, mas tu nunca viravas as atenções para mim, tenho medo o que se passa connosco?
Tenho saudades tuas, saudades de quem lutava por mim, saudades do teu eu espontâneo, de me surpreenderes, de abdicares dos outros para me dares atenção, preciso de ti, sinto-me a abdicar de tudo e todos para me sentir ignorado. Desculpa se te magoo, mas quero-te de volta, nem consigo escrever...

Gonçalo Camões
18/01/2012

domingo, 25 de setembro de 2011

Insónia.


Já perdi noção das horas, mas ficam vagas e escassas, porque o sono esse já se foi. Caiem, caiem e não param, dói-me.
Não consigo se não escrever, alivia-me.
Sinto saudade, saudade de tudo aquilo que nasceu, saudade de todos os tempos em que a porta se abria e num sorriso inocente me cumprimentava.
A serra lá no alto, acolhia o bem-querer que ia florescendo no meio das casas arcaicas que por ali surgiam misturando-se com a profunda e densa vegetação, estava frio, muito frio e na casa amarela onde outrora histórias se contaram, comia-se.
O frio surge sempre com outros odores, com aquela humidade que embute as pessoas a darem cada pedacinho de si ao outro, a fazerem a dita "conchinha". O frio aquece os amados, que para se protegerem de tal façanha se entregam.
Tenho saudades do vislumbre do mar no dia do meu nascimento, de tal vista que a meus olhos tão chocolate parecia, talvez estivesse equivocado e observa-se outra coisa tão densa e profunda como o oceano que de igual modo me chamava a atenção, mas sentia-me preenchido, sentia-me completo, seguro, sabia que nada nem ninguém me poderia magoar.
São palavras soltas, tão soltas e sem sentido, mas que na minha mente fazem perfeito sentido e me levam a soltar lágrimas, porque não me apetece se não chorar.
Nem sempre somos fortes, nem sempre mantemos a mesma postura, nem sempre nos aguentamos, há coisas que nos tocam sobre as quais não temos posses, não fruimos controlo, elas apenas evocam-se e as barreiras que nos aguentam quebram-se. Sinto-me inseguro, com medo neste meu canto, tão vago e tão só, nem escrevo direito.
É escasso o seu toque e frases ecoam na minha cabeça, apenas me apetece voltar ao primórdio de tudo, aquele momento em que tudo me sorriu e não ficar nesta ânsia que me dá insónias.
Hoje não é o meu dia, hoje não me apetece enfrentar o mundo lá fora, a minha barreira quebrou-se!

Gonçalo Camões
26/09/2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tempo.


Passam tempos em que o tempo a mim nada me diz e fico estático observando o seu temperamento e aquilo que ele vai moldando, criando, aperfeiçoando e dando vida. Sentado no banco da cozinha, fumando um cigarro passivamente, dou por mim a ver as horas passar num fio eloquente.
Meses antes estaria eu numa vida pouco sóbria, boémia, pouco dada a responsabilidades e muito pouco realista, agora observo-me e reflicto sobre cada particula do meu ser.
Existem alturas em que estamos sós, em que estamos rodeados de pessoas, mas que essas pessoas apenas nos transmitem solidão, agora sinto-me seguro, abraçado por quem me deseja, me acolhe e me dá conforto, me dá força e vontade de lutar pelos meus sonhos, por aquela quimera que em tempos começou a desvanecer do meu pensamento.
Pouco tenho feito, o tempo é algo precioso ao qual muitas vezes não tomamos a devida atenção, escassas palavras me têm fluido, escassos são os momentos em que pondero sobre questões que até então me tinham sido pertinentes. São gestos que mudam, afeições que me fazem voltar a recriar o que antes senti, o que estava sepultado, aquilo que estava perdido.
Faltava-me amor, faltava-me o que me fazia vir ao de cima, estava desprovido de qualquer vontade, tudo mudou, regenerou-me.
É quase irónico o quanto um ser pode fazer por nós, quanta atitude nos pode ser incutida, é tudo tão relevante e por vezes nem da-mos por isso, esquecemos ou não se dá aso as acções, não cogitamos sobre tais questões.
Hoje estou feliz, nesta persuasiva perspectiva em que o bem-querer renasce e nos dá alento.
Obrigado.

Gonçalo Camões
2/9/2011