domingo, 27 de janeiro de 2013

efémero saber


Meu Deus,  estou estupefacto comigo... como é possível, passaram cerca de dois ou três anos desde que considero que iniciei a minha vida de adulto lentamente e quanto mudou.
Há três anos eu não imaginava estar onde estou, nem muito menos com os objectivos de vida que evoco, provavelmente eu estaria a seguir o comum da maior parte das pessoas, estaria no meu terceiro ano de faculdade, num mundo ilusório sem propostas de trabalho para pessoas graduadas, cogitando e acreditando fielmente que eu estava a destinado a ser grande, pois claro!
Hoje em dia penso naquilo que os outros depositaram em mim, a esperança, o acreditarem em mim e dizerem “tu podes ter o mundo a teus pés” e eu interiormente saber “eu posso, basta querer e trabalhar para isso”... agora não consigo encarar esses seres, tenho vergonha, vergonha da desilusão que eu vou embutir nos outros como aliás eu sei que é um extraordinário poder que eu adquiri, aquilo a que os humanos chamam creditar uma pessoa e esta não constituir capacidades suficientes ou habilidade para concretizar esse feito... Sou assim em todos os parâmetros da minha vida, cada vez mais tomo como assente essa contenda em mim, no trabalho, na minha relação, no rumo que eu tomo diariamente na minha vida social... mas como, como combater isso, quando a questão está no nosso interior, quando é o nosso Eu que nos atormenta, quando profundamente sabemos que aquilo pelo qual padece-mos não é transmissível a outros enquanto nós não soubermos a resposta e enquanto o orgulho assim não o permitir.
Olho para trás, faço analepses da minha vida como se a caneta com que eu escrevi lentamente fosse perdendo a tinta... au! Esta doeu.  Onde estás tu quando lutavas contra tudo e todos e dizias “não! eu sou mais! Eu vou e faço e hei-de te provar que eu sou melhor”, quando muitas vezes eu não sabia se eu o ia conseguir, mas uma coisa é certa, nunca daria a parte fraca, como aliás raras foram as vezes da minha vida em que eu cedi, em que eu não concretizei a minha vontade tivesse de ir contra o ideal de quem fosse. Claro que cheguei a um ponto em que não aguentei e o meu muro ruiu em contraposto ao de Berlim, mas se assim não fosse, humano com certeza eu não seria.
Não sou infeliz, pelo contrário, tenho orgulho em tudo o que vou construindo, nas minhas batalhas ganhas, naquilo que eu tendo vinte e um invernos já atingi, porque lentamente pequenos fragmentos meus se vão reunindo e colmatando as minhas feridas de guerra. Por maior que seja o meu baque cada vez que eu bato contra a parede, quando eu retorno sou mais forte, chama-se crescer segundo dizem.  Claro que quando contemplamos o nosso passado gera-se uma certa nostalgia, julgamos o que éramos e o que somos, e no fim disto tudo quando a cortina cai eu imagino-me como uma peça de teatro em que Sócrates e eu somos protagonistas num café onde a expressão “só sei que nada sei” ganha todo o seu expoente máximo e, interiormente, sabemos que esta é toda a condição que representa a vida. 
Ninguém nos prepara para o que é ser adulto, psicologicamente tenho consciência que o choque que tive foi uma batalha pessoal e abalou psicologicamente a minha estrutura, talvez porque eu sempre estive habituado a que tudo caminhasse na minha direcção, bastava a minha presença, como se produzi-se vida em meu redor,  contudo isso é efémero e quando aceitamos tal facto a solidão bate à porta e aqueles seres que acreditamos que estariam sempre prontos para nos amparar a queda, instantaneamente deixam-nos estilhaçar como um copo de cristal que se quebra. Agora apreendo isso, apoquenta-me é o baque dos outros cujo o laço de sangue que nos une é o mesmo. Que esse dia nunca chegue.
Sinto-me completo e apesar de todas estas questões que levantei, sou feliz, cada vez mais, sinto-me realizado, tenho alguns pontos pendentes claro que ainda preciso de ganhar força e dizer a este eu que me atormenta interiormente que eu vou ganhar, não sei quando vou chegar lá, mas que vou conseguir vou! Por agora já concretizei parte das minhas aspirações e obrigado seriamente a todos os que me deram a mão e me ajudaram a atingir os meus objectivos.
Quem serei eu amanhã...

Gonçalo Camões
27/01/2013  

sexta-feira, 30 de março de 2012

ignorar.

Às vezes é mesmo dificil ignorar as coisas, só que passaste dois dias a dizer-me que precisavas de um abraço, eu estou a dez minutos de ti no trabalho e nem foste capaz de lá aparecer, estou com raiva porque sei que vais sair e parecendo que não isso desperta-me o ciúme, não que tenha problemas que tu vás sair, nenhum, és livre de fazeres o que queres, mas só de pensar que ainda poderás, ou não, ter outra pessoa nos teus braços hoje, deixa-me assim. Que raiva, i wish i could forget u! É nestes momentos que eu fico a odiar redes sociais!

segunda-feira, 26 de março de 2012

At last...

Cheguei a casa, sinto-me triste é um facto, já sei como é que a história acaba... aqui não posso pensar como nos filmes, isso seria ser ingénuo. Fui tomar café contigo, não sabia se isso me ia fazer bem, mas decidi arriscar, nem sei bem que diga. É obvio que estou a chorar, ou não fosse eu o maricas q tu conheces, só que pronto, eu na minha ingenuidade pensei que se tu me visses podias mudar de ideias e querer começar algo do zero, começar a sair, passear, mas tentar algo. Quando nós acabamos da primeira vez, quando eu acabei, tu pediste-me para dar uma oportunidade a nós, e eu não sabia bem se era isso o que eu pretendia, mas arrisquei, não tinha a certeza de que as coisas iam resultar, até porque tu não tinhas nada a ver comigo, só que algo me dizia que eu devia tentar, tive ciúmes pela primeira vez, por causa do estúpido do Fran, ainda hoje não gosto dele, dá-me raiva. Não sei, eu dei-nos uma oportunidade de recomeçar tudo novamente, eu não acreditava em nós na altura. Eu tenho pena, porque isto vai acabar por te levar a outros sitios, eu sei. Eu sei que eu consigo mudar as coisas, sei que pode tudo mudar, só que não sei se tu vais esperar. Amo-te.

Beijos

quarta-feira, 21 de março de 2012

Lisboa.

Fui um parvo em acreditar que tudo não passava de um sonho, mas afinal não, isto é a pura das realidades, eu bem quis não por macacos na minha cabeça, mas não consegui evitar de pensar que eras tu que me ias buscar ao aeroporto, porque sou estúpido. Só não percebo porque é que não me deixaste no meu canto, deste-me uma esperança e depois desapareceste. Se não me querias magoar, acho que não foste bem sucedido. Só me quero ir embora daqui, para um sitio onde eu saiba que não te posso ter, porque aqui tu és uma realidade presente e estás a uma milésima de distância! AHHH! Porque é que existes!

terça-feira, 20 de março de 2012

Medo.


É a minha última noite aqui, sinto-me cheio de receios e por mais que queira não posso falar disso contigo, sinto que errei, que errei em tudo contigo, mas já não sei o que fazer, vou voltar para Lisboa e estou cheio de medo, porque aqui pelo menos tenho alturas em que consigo não pensar em ti, consigo me abstrair de tudo aí, vou voltar e o receio vai voltar, porque já está a regressar aos poucos. Sinto tanto a tua falta e dói-me, dói tanto que nem sei, pelos vistos isto ficou apenas adormecido. Eu sei que tenho de te deixar ir, mas é me tão dificil e não consigo entender, porque é que eu deixei de brilhar para ti. Comprei-te recordações daqui, mas sinto-me triste, gostava que estivesses à minha espera aí, mas essa é uma realidade que não vai acontecer, e a realidade é tão dura. Sinto tanto a falta do Adam, ainda hoje ia no autocarro e uma senhora entrou com dois cães, só me apeteceu chorar, só me apetece chorar de cada vez que vejo uma foto dele. Que merda, porque é que temos de sofrer tanto?
Sinto tanto a tua falta e acho que dava um pedaço do mundo para voltar atrás, para sermos nós de novo, sinto saudades de fazer amor contigo, tantas, não consigo olhar para mais ninguém, porque é que não me sais da cabeça, se estivesse longe era tão mais fácil, era a concretização de um facto, que nunca mais serás meu. Não sei o que se passou, só me apetece dormir, ficar bebedo, esquecer tudo. Mas não dá. Queria-te mais do que tudo e és um facto consumado de que não te posso ter. Porque é que existes!? Amo-te e não sei o que fazer, que merda!
Amanhã ja estou em Portugal. Medo!

Gonçalo Quina
21/03/2012

p.s.
quando tirei a foto estava a pensar em ti.

terça-feira, 13 de março de 2012

Letting you go


Antes demais quero dizer-te que afinal em baixo não foi a última coisa que escrevi, mas pronto esta é mesmo LOL. Hoje percebi que a vida tem altos e baixos e que as coisas nem sempre correm como queremos.
Agora sei que errei muito contigo, connosco, comigo, mas afinal o que é se não isso o amor. Foram um ano e três quase quatro meses intensos e contigo aprendi muito, é verdade. Sei que fui feliz, que me fizeste feliz, que o que nós tivemos foi bonito. Estou ciente de que as coisas nem sempre são como espera-mos e às vezes vivemos numa ilusão bonita, as coisas não terminaram por causa do que se passou, isso foi só a explosão dos acontecimentos. Agora eu entendo isso e estou quase a partir, mas isso não e mau, não quer dizer que eu não te ama ou que tu não me ames. Apenas o colminar de certas situações nos levou a isto, eu nunca devia ter ido morar contigo, embora não me arrependa, sei que não foi correcto, de uma forma ou de outra eu pressionei-te e eu nunca devia ter abdicado de tanto por ti, por te amar, mas não me arrependo de nada, o que aconteceu foi o que tinha de acontecer. Eu cometi erros, tu cometeste erros, nós magoá-mo-nos e se calhar aprendemos com isso. Dói é claro que dói, mas há-de passar, e sobretudo fizeste-me entender que amar, é ser feliz, sofrer, ser feliz, sofrer, é um ciclo vicioso. Tenho noção de que nunca abdiquei de tanto por alguém, até porque eu sempre fui muito egoista, mas isso neste ponto foi o meu erro, no final de contas fiquei sem estrutura porque tanto dependia de ti, e sim deviamos ter feito as coisas correctas. Não vou esquecer de todo o que tivemos e é normal que agora como é recente eu não consiga lidar contigo, porque ainda te amo. Sei que não vou ser igual e agora entendo o porquê de quereres estar sozinho, de não quereres viver com a pessoa, vais ficar sempre comigo, mas para não me alongar mais, vou-te dar a maior prova de amor que te posso dar, deixar-te ir. Espero sinceramente que consigas todos os teus sonhos, todas as tuas aspirações na vida, eu sei que tu és capaz, e no dia em que isso acontecer vou ficar muito feliz e vou ter ainda mais orgulho de ti, porque tu mereces. Luta, luta muito que vais receber tudo o que mereces, porque tu és um vencedor. Quanto a mim eu vou fazer o mesmo, vou lutar pelos meus sonhos e se um dia o nosso futuro tiver de se cruzar há-de se cruzar e acredita que ai será diferente. Mais não posso dizer, só que te amo e que me fizeste feliz e aprendi muito contigo e tenho muito orgulho no que tivemos e no nosso pequeno Adam.
Amo-te e espero que sejas feliz! Luta muito sim e eu vou estar sempre aqui para ti seu tótó!
Vou para Londres realizar um sonho já viste! :) Agora tu realiza os teus!

Beijos do tamanho deste mundo!
Até um dia :)


segunda-feira, 12 de março de 2012

time to say goodbye.


É um facto, estou-me a ir embora, vou para Londres e esta é provavelmente a última carta que te escrevo, porque já não aguento, nem sei explicar como me sinto, só sei que estando aqui tu não me sais da cabeça e a ideia de ter perdido e as palavras que tu escreveste "amei-te de verdade". Não aguento, dói demais, dói demais saber que o que tinhamos morreu e que ficaram apenas memórias. Provavelmente nem tu saberás, mas não consigo entender o que é que eu tenho de errado, porque nem tu que dizias amar-me foste capaz de ficar comigo.
Lisboa está-me a sufocar, todos os sitios por onde passo, todos os momentos que tenho todos me remetem a ti, até um simples passar na praia, porque sim fui à praia. Eu entendo que precises do teu espaço, mas não sei viver assim, não consigo encarar-te, estou descontrolado, ora tenho acessos de raiva e só me apetece bater-te, ora só me apetece chorar e pensar o porquê de tudo isto, o porquê de tanta ilusão, de tanta quimera... se calhar tens razão eu forcei as coisas e agora estou a pagar por isso. Sentia saudades tuas, se as sentia agora nem sei o que sinto, mas sei que tenho de sair daqui, sei que tenho de abandonar tudo o que me prende aqui, porque tudo me liga a ti e isso simplesmente faz-me sentir como se tivesse uma ferida aberta constantemente a sangrar. Sabes o que me dói mais, quando voltamos pediste que lutasse por ti, disseste que se eu te queria que tu mostrasse, foi o que eu fiz e a conclusão final é que quando não me tinhas lutavas por mim, quando me tiveste por garantido perdi o brilho e o interesse. É isso que sinto e tenho pena, tenho pena que não tenha resultado, tenho pena de já não ter o Adam junto a mim, ele já fazia parte da minha vida, já fazia parte de nós.
Aprendi muito contigo e vou embora, porque assim pelo menos garanto que não tenho forma de te contactar, pelo menos impossibilito a nossa fala, pelo menos assim tu vais ter o teu espaço, eu vou ter o meu e não vou estar a pensar o porquê de nem me perguntares se estou bem, é uma ilusão, eu sei, mas pelo menos a mim não me magoa tanto.
Gostava de conseguir entender o porquê de um factor mudar tanta coisa, e por mais que tu não o queiras admitir, acredito que assim o seja, já não me amas ou não o suficiente, eu perdi o brilho, gostava só que tu me o tivesses logo dito, para mim era mais fácil encarar os factos. Não quero desistir de ti, mas acho que se não o fizer vou estar a forçar-te e nós acabamos é um facto. Vou ter saudades nossas e por esta hora já choro, sinto-me culpado por isto tudo, por chegar-mos a este fim.
Vou embora e volto... só tenho medo quando voltar, mais cedo ou mais tarde vou ir de encontro a ti. Espero que sejas feliz.
Amo-te.
Sempre teu...
Gonçalo Quina.

P.S.
A foto em cima foi um dos dias mais feliz que tive ate hoje.

estas musicas transmitem tudo o que sinto basicamente.
http://www.youtube.com/watch?v=75jifwu2A2E
http://www.youtube.com/watch?v=OCjOT0WzJH0
http://www.youtube.com/watch?v=mmxhyWwqWfo&feature=related